domingo, 28 de outubro de 2012

ENCONTRO ESTADUAL DE CATADORES GAÚCHOS



Momento de celebração marcou Encontro Estadual dos catadores(as) gaúchos(as)

Aconteceu em Santa Cruz do Sul/RS a cerimônia de entrega de caminhões e certificados do curso de formação.



Na manhã do dia 18 de outubro, o auditório central da Universidade de Santa Cruz do Sul/UNISC aos poucos foi se enchendo de alegria, vinda de todos os cantos do estado do Rio Grande do Sul. Alegria essa provinda de dentro dos corações dos mais de 300 catadores e catadoras que realizaram seu Encontro Estadual para celebrar conquistas e reafirmar suas bandeiras de luta.


A mesa de abertura, composta por diversas autoridades, tais como o presidente da Fundação do Banco do Brasil, Jorge Streidt, o secretário Executivo da Fundação Luterana de Diaconia, Carlos Gilberto Bock, o representante da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Luis Henrique, o vice-prefeito de Santa Cruz do Sul, Luís Costa, a pró-reitora de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc, Ana Luisa Teixeira Menezes, o representante do Fórum de Ação pela Coleta Solidária e Reciclagem em Santa Cruz do Sul, José Antonio Schimitz, o superintendente estadual da Funasa, Gustavo de Mello , entre outros. Todos expressaram-se se comprometendo em manter o trabalho de apoio aos catadores(as) em seus mais diversos  locais de trabalho. “É um momento histórico para nós, pois estamos mostrando que através da organização e da luta podemos ter conquistas e melhorias em nossas vidas”, comentou Ângela Maria Nunes, catadora há oito anos na Cooperativa dos Catadores de Santa Cruz do Sul/COOMCAT.

 
Na oportunidade, aconteceu a entrega de cinco caminhões e o repasse simbólico das chaves de outros onze, totalizando assim um investimento de dezesseis caminhões às cooperativas do Rio Grande do Sul. Adquiridos por meio do projeto Cataforte II - Logística Solidária -, cinco serão para a Rede Cooarlas (Cooperativa de Reciclagem Amigos Solidários de Canoas); cinco para a Rede Coomcat (Cooperativa dos Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul e região); cinco para a Rede Cootracar (Cooperativa de Catadores e Carroceiros de Materiais Recicláveis, Industrialização e Comercialização de Gravataí e região) e um para a Rede Uniciclar (Cooperativa de Recicladores e Catadores do Município de São Leopoldo). É importante ressaltar que cada Rede é composta por diversas cooperativas.




Representantes de cerca de mil catadores(as) de todas as regiões do estado  do Rio Grande do Sul receberam  os diplomas do curso de formação do Projeto Cataforte II. Este conhecimento veio para fortalecer a consciência de classe de toda a companheirada, além de ajudar na organização das bases.


No período da tarde foram realizadas diversas oficinas temáticas, tais como logística reversa, nova lei do cooperativismo, gênero, o papel dos apoiadores, alternativas à incineração, entre outras, movimentando assim os participantes. “Este foi um dos diferenciais deste encontro, a gente precisa ter o conhecimento para poder transformar a realidade, para saber o que realmente está acontecendo, fazendo com que os companheiros falem a mesma língua e saibam dialogar com a sociedade” comentou a catadora Maria Tugira, militante do MNCR.





Fonte: assessoria de comunicação MNCR/RS




segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ENCANTADOR DE CAVALOS

O Encantador de cavalos e de vidas e seus ensinamentos aos humanos
 
“É preciso a certeza de que tudo vai mudar. É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver... Se não houver frutos, valeu a bel

eza das flores; se não houver flores, valeu a sombra das folhas; se não houver folhas, valeu a intenção da semente”. (Henfil)


 


 


 

Quem acompanhou a palestra do empresário carioca Eduardo Moreira na 35ª Expointer, na última quarta-feira (29), renovou a esperança em relação à vida com a mensagem acima deixada por ele. A SEDA teve o privilégio de participar do evento e contar um pouco a história do “Encantador de Cavalos” aos leitores do Informativo. 

Eduardo é praticamente um guri. Tem 36 anos e se mudou para São Paulo para trabalhar, voltar às raízes e realizar o sonho de se tornar fazendeiro. Porém, a realidade foi completamente diferente quando dois tombos mudaram radicalmente a sua vida. 

Um erro, um acerto
Foi em 2009 que Eduardo Moreira saciou o desejo de encontrar uma fazenda próximo à cidade de São Paulo. Para completar tamanha felicidade era preciso um cavalo, e, sem saber exatamente como adquirir um, instintivamente, optou por um clik no computador: “Vende-se égua espetacular. Mansa de sela, ótima para passeios, bem domada, genética raríssima e prenhe de campeão”. Como o preço era mais “espetacular” ainda, o empresário quis logo garantir a compra. 

Dias depois, lá estava a égua na fazenda de Eduardo, que não titubeou e saiu montando. Ela era alta, forte e hábil; ele, quase nada hábil na sela. Depois de muitos pulos, o cavaleiro quis saltar para evitar o acidente. Tarde demais, pois os dois saltaram juntos, Eduardo caiu e precisou ficar alguns meses de repouso.

Um amigo, sabendo da paixão de Eduardo por animais, o presenteou com o livro “O homem que ouve cavalos”, do americano Monty Roberts. “Na dedicatória, meu amigo achava que aquele livro teria boas lições para mim. Comecei a lê-lo imediatamente e logo me apaixonei pelo conteúdo”, conta.
Quando criança, Roberts teve 62 ossos quebrados devido às agressões sofridas pelo pai. Foi a partir desta dor na alma, e ainda criança, que o americano aprendeu a se comunicar com os cavalos numa linguagem que ele chamava de Linguagem Equus. Com seu método, sem usar a violência, era possível lidar com as atitudes indesejadas de qualquer cavalo no mundo em questão de minutos.

Segunda-feira: o melhor dia da semana
Enquanto convalescia do tombo, Eduardo Moreira ligou várias vezes para os Estados Unidos com o intuito de fazer o curso de Monty Roberts, no entanto, as vagas haviam sido preenchidas há mais de ano. O empresário não se deu por vencido e insistiu até conseguir. E conseguiu!

Ele viajou para Califórnia, onde vive Roberts, para cinco dias de curso básico. E o que mais chamou a atenção de Eduardo foi uma frase do mestre poucos minutos depois de conseguir fazer com que um cavalo deixasse seu comportamento ameaçador e agressivo de lado para adotar uma postura calma e prestativa: “Meu Deus, como eu gosto do que faço. Ver um cavalo reencontrar a confiança em sua relação com as pessoas, largar seus hábitos agressivos e perigosos e poder, assim, salvar sua vida, me realiza e me torna plenamente feliz. Não posso chamar isso de trabalho, não seria justo. O melhor dia da semana é a segunda-feira, pois sei que estou de volta àquilo que mais gosto de fazer vida...”.

Sexta-feira: alguma coisa está errada



De volta ao Brasil, Eduardo Moreira quis colocar em prática o método de Monty Roberts. Foi a uma fazenda vizinha e escolheu o cavalo mais rebelde. Vinte e cinco minutos depois, domou a fera. Satisfeito com o resultado, Eduardo correu para o telefone, imaginando que Roberts se impressionaria também. Sem meias palavras, o americano disse: “Você não deveria ter feito isso, e, se quiser domar um cavalo, terá que fazer um curso de três meses". No instante seguinte, enquanto o aluno assimilava o sermão, ouviu também: "Em mais de 50 anos, nunca ninguém aprendeu tão rápido o método. Você aprendeu em cinco dias o que o curso ensina em três meses”.

A partir daí, Eduardo mudou seu comportamento em relação à vida. Deixou o status de banqueiro, fundou com dois amigos a gestora de recursos Plural Capital e passou a dedicar mais tempo para “encantar cavalos”: “Para mim, sexta-feira era o melhor dia da semana, e, depois de conhecer Monty Roberts e ouvir o que ele havia dito sobre segunda-feira, achei que alguma coisa estava errada comigo. Percebi o quanto era difícil partilhar resultados sem compartilhar sonhos. Eu tinha status, uma boa poupança, uma bela casa, meu sítio, mas não era feliz. Minhas segundas-feiras eram horríveis e eu precisava fazer alguma coisa”. 

Com apenas um lápis e um papel em branco nas mãos no início, passados três anos, a Plural atua em São Paulo, Rio de Janeiro e Nova York; tem 500 funcionários; fatura R$ 10 bi ao ano; e Eduardo ainda encontra tempo para domar cavalos. Mais de 400 já passaram pelas suas mãos. “Eu disponho uma grande parte do meu tempo livre para as apresentações com os cavalos sem tirar uma hora do meu trabalho no mercado financeiro. Se você acredita numa coisa que gosta, que acha que é possível ir lá e fazer, é um risco, é um negócio que tem que encarar mesmo com opiniões contrárias. Mas no fim é gratificante”.

Linguagem corporal é a alma do método
Existem dois tipos de animais na natureza: os predadores e fugidores. Os predadores têm a capacidade de observar atentamente e capturar a sua presa. Já os fugidores percebem que foram observados pelo predador, e, num ato de proteção e sobrevivência, disparam. Ou seja, a comunicação entre os animais acontece através do olhar, e Eduardo a classifica como “comunicação silenciosa”. “Olho no olho é uma atitude de predador, mesmo que este olhar se dê entre um homem e um animal. A leitura do animal é: ‘eu vou te atacar’”.

A lição de Monty Roberts ao pupilo brasileiro é a seguinte: expresse-se através da linguagem corporal com os animais, pois este é o sucesso da técnica. “Quando levanto os braços com as mãos abertas, estou dizendo ao cavalo: ‘estou aqui’; enquanto os braços levantados com as mãos fechadas quer dizer: ‘me rendo’. Os braços na direção das orelhas do animal significa que ‘estou dando a minha direção’; e quando eu abaixo a cabeça com os braços suspensos, o cavalo entende que estamos numa posição de igualdade”.

O segundo acidente, outra grande virada
Um simples tombo, numa tentativa “esperta” de furar a fila do táxi em um dia chuvoso, quase acabou em amputação do pé de Eduardo Moreira. Eis que entra profundamente em sua vida o preparador físico Nuno Cobra para ajudar na recuperação: “Edu, minha maior preocupação neste momento não é o seu pé, mas a sua mente. Precisamos ocupar a sua mente para que você mantenha o prumo e o equilíbrio de que precisa para a recuperação. Vou fazer uma lista de atividades e exercícios de respiração para que você adquira esse estado”, disse Cobra na época.

Eduardo seguiu à risca e em dois meses abandonou as muletas, a bota de imobilização e já caminhava 3km por dia. “Se meu primeiro tombo me aproximou muito do maior encantador de cavalos do mundo, o segundo me aproximou do maior treinador de atletas de ponta do mundo. Percebi, então, que meus dois tombos tinham me dado de presente a amizade de dois verdadeiros encantadores de vidas”, relata o empresário.

Encontro com a Rainha
Em junho passado, Eduardo foi homenageado com um certificado entregue diretamente das mãos da rainha Elizabeth II, na Inglaterra, em reconhecimento ao esforço dele em eliminar o uso da violência no treinamento de cavalos no Brasil. “Quando comecei o trabalho com os cavalos, todo mundo falou ‘um cara do mercado financeiro, sócio de banco, ele enlouqueceu, não está com nada na cabeça, perdeu o juízo’. Também ouvi de muita gente que ‘estava querendo aparecer’ ou ‘jogando fora a oportunidade de ganhar dinheiro’. Foram três anos brigando com o mundo, até ser homenageado pela Rainha da Inglaterra”.

Lições de Eduardo Moreira
• Não fazer planos: planejar significa acordar no dia seguinte se cobrando mais e achando que pode não dar certo;
• Dar o melhor de si: o conselho é levantar da cama e dar o melhor de si sem planejar, baseado na melhor definição de que loucura é fazer sempre a mesma coisa e querer resultados diferentes. Saia da zona de conforto, exponha-se aos riscos e saiba lidar com as críticas;
• Sorte não é o que acontece com a gente; é o que se faz com que aconteça com a gente;
• Fazer: esta palavra, por si só, opera milagres.
O livro de “Encantadores de Vidas” já é o mais vendido do Brasil, e 50% da renda está sendo revertida à instituição de Monty Roberts, nos Estados Unidos, para que outros brasileiros tenham a oportunidade que Eduardo Moreira teve de mudar radicalmente a sua vida e aprender técnicas de que é possível, sim, domar animais com sensibilidade e respeito, atitudes, aliás, dignas de todo ser, não apenas dos humanos. 

Um brasileiro está a caminho do rancho de Roberts, na Califórnia. Na volta, ele e Eduardo Moreira se unirão para criar o primeiro Centro de Treinamento do país. Assista aqui http://www.youtube.com/watch?v=tlcHGuoFuBc o video de cavalos completamente selvagens sendo domados por Eduardo Moreira.


 


Fonte SEDA

domingo, 21 de outubro de 2012

CELEBRAÇÃO NO ENCONTRO ESTADUAL DOS CATADORES


Momento de celebração marcou Encontro Estadual dos catadores(as) gaúchos(as)


Aconteceu em Santa Cruz do Sul/RS a cerimônia de entrega de caminhões e certificados do curso de formação.


Na manhã do dia 18 de outubro, o auditório central da Universidade de Santa Cruz do Sul/UNISC aos poucos foi se enchendo de alegria, vinda de todos os cantos do estado do Rio Grande do Sul. Alegria essa provinda de dentro dos corações dos mais de 300 catadores e catadoras que realizaram seu Encontro Estadual para celebrar conquistas e reafirmar suas bandeiras de luta.

A mesa de abertura, composta por diversas autoridades, tais como o presidente da Fundação do Banco do Brasil, Jorge Streidt, o secretário Executivo da Fundação Luterana de Diaconia, Carlos Gilberto Bock, o representante da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Luis Henrique, o vice-prefeito de Santa Cruz do Sul, Luís Costa, a pró-reitora de Extensão e Relações Comunitárias da Unisc, Ana Luisa Teixeira Menezes, o representante do Fórum de Ação pela Coleta Solidária e Reciclagem em Santa Cruz do Sul, José Antonio Schimitz, o superintendente estadual da Funasa, Gustavo de Mello , entre outros. Todos expressaram-se se comprometendo em manter o trabalho de apoio aos catadores(as) em seus mais diversos  locais de trabalho. “É um momento histórico para nós, pois estamos mostrando que através da organização e da luta podemos ter conquistas e melhorias em nossas vidas”, comentou Ângela Maria Nunes, catadora há oito anos na Cooperativa dos Catadores de Santa Cruz do Sul/COOMCAT.

Na oportunidade, aconteceu a entrega de cinco caminhões e o repasse simbólico das chaves de outros onze, totalizando assim um investimento de dezesseis caminhões às cooperativas do Rio Grande do Sul. Adquiridos por meio do projeto Cataforte II - Logística Solidária -, cinco serão para a Rede Cooarlas (Cooperativa de Reciclagem Amigos Solidários de Canoas); cinco para a Rede Coomcat (Cooperativa dos Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul e região); cinco para a Rede Cootracar (Cooperativa de Catadores e Carroceiros de Materiais Recicláveis, Industrialização e Comercialização de Gravataí e região) e um para a Rede Uniciclar (Cooperativa de Recicladores e Catadores do Município de São Leopoldo). É importante ressaltar que cada Rede é composta por diversas cooperativas.

Representantes de cerca de mil catadores(as) de todas as regiões do estado  do Rio Grande do Sul receberam  os diplomas do curso de formação do Projeto Cataforte II. Este conhecimento veio para fortalecer a consciência de classe de toda a companheirada, além de ajudar na organização das bases.

No período da tarde foram realizadas diversas oficinas temáticas, tais como logística reversa, nova lei do cooperativismo, gênero, o papel dos apoiadores, alternativas à incineração, entre outras, movimentando assim os participantes. “Este foi um dos diferenciais deste encontro, a gente precisa ter o conhecimento para poder transformar a realidade, para saber o que realmente está acontecendo, fazendo com que os companheiros falem a mesma língua e saibam dialogar com a sociedade” comentou a catadora Maria Tugira, militante do MNCR.


Logística reversa e Coleta Seletiva Solidária pautada pela força das ruas

Após a Plenária Final do encontro, catadores e catadoras tomaram as ruas de Santa Cruz do Sul, para compartilhar com toda a comunidade esta conquista. Também pediram o apoio da população na implementação da Coleta Seletiva Solidária que será realizada no município pela COOMCAT. “Este projeto só foi possível de se concretizar pela mobilização social que construímos na cidade, e agora é hora de mostrar que temos como consolidar esta experiência” enfatizou Grazyela Soares de Mello, militante do MNCR e integrante da COOMCAT.


O sol já se punha na capital internacional do fumo, quando a caminhada dos catadores(as) se dirigiu até a fábrica da Philip Morris do Brasil, localizada no centro da cidade. “Realizamos um ato simbólico nesta fumageira que é uma grande geradora, para que ela faça uma opção de cumprir a logística reversa com os catadores. Agora com os caminhões temos estas condições” comentou Fagner Antonio Jandrey, Coordenador da Coomcat e militante do MNCR.

Um protocolo de intenções foi entregue aos diretores da empresa que receberam a comissão de negociação do MNCR. “Os diretores se mostraram sensíveis para iniciar um diálogo de contratação da cooperativa para prestar este serviço” ressaltou a advogada do MNCR, Paula Garcez Correa da Silva. Segundo um dos diretores da empresa, Edson Ferreira da Silva, agora o protocolo seguirá até o setor de assuntos corporativos para que possa ser avaliado e dado o prosseguimento a negociação.

Já era noite quando a comissão de negociação foi saudada pela manifestação ao sair de dentro da Fábrica com os esperados informes.  Neste espírito de luta e solidariedade foi encerrada a mobilização. Cada catadora e catador, assim como seus apoiadores  regressaram para suas cidades, casas e famílias com o sentimento de alegria e esperança por melhores dias. Dias de conquista e de luta.

Fonte: assessoria de comunicação MNCR/RS

ENCONTRO ESTADUAL DE CATADORES EM SANTA CRUZ DO SUL


Santa Cruz do Sul (RS) realiza Encontro Estadual de Catadores

O evento terá a participação de catadores de materiais recicláveis de todo o Estado e contará com cerimônia de entrega de caminhões, diplomas do projeto Cataforte II e oficinas
Por Dalva de Oliveira
No próximo dia 18, das 9 às 18 horas, os catadores de materiais recicláveis do estado do Rio Grande do Sul estarão reunidos em Santa Cruz do Sul, para o Encontro Estadual de Catadores. O Evento é organizado pelo Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis – MNCR e acontecerá no auditório central da Universidade de Santa Cruz do Sul-UNISC, onde serão debatidos temas do cenário nacional dos resíduos sólidos, entre eles as políticas públicas conquistadas pela categoria, além de sua inserção socioprodutiva na cadeia da reciclagem.
Na oportunidade, acontecerá a cerimônia de entrega de cinco caminhões e a entrega simbólica de outros onze, totalizando dezesseis caminhões às cooperativas do Rio Grande do Sul, adquiridos por meio do projeto Cataforte II Logística Solidária - sendo cinco para a Rede Cooarlas (Cooperativa de Reciclagem Amigos Solidários de Canoas); cinco para a Rede Coomcat (Cooperativa dos Catadores e Recicladores de Santa Cruz do Sul e região); cinco para a Rede Cootracar (Cooperativa de Catadores e Carroceiros de Materiais Recicláveis, Industrialização e Comercialização de Gravataí e região) e um para a Rede Uniciclar (Cooperativa de Recicladores e Catadores do Município de São Leopoldo). De acordo com o coordenador da Coomcart, Fagner Antônio Jandrey, “a entrega dos caminhões será muito especial, de celebração, avanço e de conquistas para os catadores. Esses veículos vão potencializar as condições de trabalho, consolidar as políticas públicas e mostra o reconhecimento que os parceiros têm pelo trabalho de todos os catadores”, disse. 
Cerca de mil catadores de todas as regiões do estado irão receber os diplomas do curso de formação do Projeto Cataforte II. No período da tarde, os catadores participarão de oficinas para o fortalecimento dos trabalhadores.
Estarão presentes no evento, os presidentes da Fundação Banco do Brasil, Jorge Streit e da Fundação Luterana de Diaconia, Carlos Bock; o superintende da Fundação Nacional de Saúde - Funasa/RS, Gustavo de Mello; o superintendente regional do Banco do Brasil, Gustavo Henriques da Rosa; o gerente de mercado DRS do Banco do Brasil,  Carlomagno Goebel;  representantes do Movimento Nacional dos Catadores; da prefeitura de Santa Cruz do Sul; membros da reitoria da Universidade de Santa Cruz do Sul; da Comissão de Saúde e Meio Ambiente; da Assembleia Legislativa; representantes do Fórum de Ação pela Coleta Seletiva e Solidária de Santa Cruz do Sul; representantes de movimentos sociais; além das entidades de apoio aos catadores.
Em 2010, o Projeto Cataforte I atendeu 10.600 catadores em 17 estados brasileiros e no Distrito Federal e teve como objetivo mobilizar os catadores e estimular sua organização em cooperativas e associações, fortalecendo sua autonomia para gerir e atuar nas diferentes etapas da cadeia produtiva da reciclagem. A ação contemplou entidades formalmente constituídas, priorizando catadores vinculados a empreendimentos econômicos solidários e que tivessem acessado previamente políticas públicas de apoio e fomento do Governo Federal

Desenvolvido pela Fundação Banco do Brasil, Ministério do Trabalho e Emprego, BNDES e  Petrobrás, o projeto Cataforte II – Logística Solidária prioriza ações voltadas ao fortalecimento da infraestrutura de logística das cooperativas e associações, preferencialmente organizadas em rede, por meio da aquisição de veículos, capacitação de catadores e de lideranças, possibilitando a melhoria da capacidade operacional de coleta, transporte e comercialização. O projeto já entregou mais 70 caminhões nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 



  

sábado, 15 de setembro de 2012

Protesto contra puxada de cavalos termina em agressão em Pomerode


Apr 19, 2010

Os integrantes das ONGs Associação dos Melhores Amigos dos Bichos (AMA Bichos) e Associação de Proteção aos Animais de Blumenau (Aprablu), agredidos no último domingo durante a puxada de cavalos em Pomerode, farão exame de corpo de delito hoje no Instituto Geral de Perícias, em Blumenau. Voluntária da AMA Bichos, Heike Weege, disse que a entidade irá acionar juridicamente a organização da puxada pela violência contra os membros das ONGs. 

Veja no youtube: 

http://www.youtube.com/watch?v=i1ni3wuCnrg&feature=player_embedded

Os voluntários das organizações de proteção aos animais fizeram um protesto contra a puxada durante o evento que ocorreu domingo à tarde, na localidade de Ribeirão Souto, em Pomerode, no Vale do Itajaí. Quatorze manifestantes das ONGs Aprablu e Amabicho ficaram feridos no confronto com os organizadores e participantes da puxada.
A presidente da Aprablu, Bárbara Lebrecht, foi empurrada e machucou a perna. Outras duas manifestantes foram feridas na cabeça. O cinegrafista da TVBV Luiz Deluca, 25 anos, foi agredido a tapas no pescoço e teve o equipamento destruído.
Era pouco mais de 14h quando iniciava a quinta rodada da puxada de cavalos, na arena improvisada em terreno próximo ao Clube de Caça e Tiro Germano Tiedt. O evento, organizado pelo Clube do Cavalo, reunia 25 participantes, 60 animais e era assistido por cerca de 200 pessoas.
A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas chegaram cerca de 15 minutos após o protesto. Os manifestantes foram à delegacia registrar boletim de ocorrência.
As pessoas que protestavam criticavam o uso dos cavalos em provas, cujo objetivo é medir a força do animal, arrastando sacos de areia de até 2 toneladas por uma distância de 10 metros.
FONTE:  Grupo RBS

Cartas enviadas ao Prefeito de Pomerode

Emails para protesto

Prefeito de Pomerode: prefeito@pomerode.sc.gov.br
Câmara de vereadores : camara@cmpomerode.sc.gov.br
Jornal Pomeroder Zeitung: jornalpz@jornalpz.com.br
Ministério Público de Santa Catarina: ouvidoria@mp.sc.gov.br

Cavalos de trabalho


Os cavalos, burros e mulas de trabalho são de valor inestimável para o cultivo da terra e transporte de produtos e pessoas.
Acredita-se que mais da metade da população mundial dependa dos cavalos para seu sustento.
Porém, apesar de servirem tão lealmente a seus donos, em muitos países os equídeos de trabalho estão sofrendo.



Trabalho demais, cuidados de menos

Em muitos lugares do mundo, os donos de cavalos não têm o conhecimento, a capacidade ou os recursos para colocar o bem-estar de seus animais em primeiro lugar.
Os equídeos de trabalho muitas vezes recebem pouco ou nenhum cuidado veterinário. Frequentemente:
  • São mantidos em condições precárias, com sérias deficiências nutricionais.
  • Suas ferraduras são mal colocadas, o que resulta em manqueira.
  • São sobrecarregados ou forçados a puxar carroças sem condições de trafegar por estradas.
  • Estão infestados de parasitos.
  • Trabalham por muitas horas, sob altas temperaturas, sem água ou descanso.

Uma atuação mundial

A WSPA trabalha para fornecer treinamento e equipamentos necessários para que os donos possam cuidar de seus animais.
Em nosso trabalho com as organizações de proteção e bem-estar animal na Ásia, na África, no Oriente Médio e na América Latina, nós:
  • Educamos os donos em relação ao bem-estar dos cavalos.
  • Aumentamos o acesso a serviços veterinários, cuidados com os cascos, água e sombra.
  • Incentivamos os governos a implementar leis de proteção para eqüídeos de trabalho.
  • Mantemos clínicas móveis que fornecem cuidados veterinários onde eles são necessários.
Ao melhorar o bem-estar dos eqüídeos de trabalho, esses programas também beneficiam as pessoas que deles dependem.

Como ajudar

Ao viajar, evite usar animais de carga ou fazer passeios de montaria em burros ou cavalos quando a carga for pesada e as condições precárias.
 Fonte: WSPA

Pegada Animal: a campanha


QUALIDADE DE VIDA NAS FAZENDAS - MÉTODO HUMANITÁRIO DE CRIAÇÃO DE ANIMAIS 


Os benefícios proporcionados por métodos humanitários de criação de animais poderão surpreendê-lo. Não são apenas os animais que se beneficiam de um bom tratamento e de uma boa qualidade de vida nas fazendas, mas nós também. 

A nossa saúde, o nosso meio ambiente e a criação de animais em fazendas poderão ser aprimorados por meio de práticas amigáveis aos animais. Junte-se a nós agora nesta viagem de descobrimento…

A nossa situação não é confortável neste momento.


Em muitos países, os sistemas intensivos de criação de animais vêm contribuindo para o aumento da poluição e para a perda de biodiversidade. Além disso, esses sistemas  podem ser uma ameaça à nossa saúde – tudo isto como resultado da criação de animais de produção em condições desumanas.

Mas temos boas notícias. Já existem maneiras alternativas.




Acreditamos que os métodos de criação só serão de fato sustentáveis, contribuindo para o futuro do meio ambiente e dos sistemas econômicos, se houver preocupação com os animais, com os seres humanos e com o planeta como um todo. Em todo o mundo, fazendas que se preocupam com a sustentabilidade e com o bem-estar dos seus animais já vêm provando todos os dias que animais criados em melhores condições geram uma gama de benefícios para as pessoas, para os animais e para o planeta. 

Neste sentido, um giro rápido pela Índia seria bastante esclarecedor. É lá que a criação de galinhas soltas vem ajudando na emancipação econômica de suas criadoras. Da Índia, rumaríamos para os EUA, onde fazendas de criação de gado em sistema extensivo – ou seja, pastando livremente – vêm dando muitas oportunidades de emprego estável para a população local. De lá, partiríamos para o Brasil, onde fazendas que optam por métodos humanitários na criação de suas galinhas vêm contribuindo para a proteção do meio ambiente local contra poluentes e pesticidas

Nós já temos o caminho a ser trilhado. Agora, é só darmos os primeiros passos!


O mundo não pode mais esperar por soluções. Precisamos que você se junte a nós imediatamente para incluirmos os ótimos benefícios da criação humanitária de animais na agenda da Rio+20. Juntos, poderemos convencer os nossos governantes a se aperceberem da importância da criação humanitária de animais para a melhoria das condições de vida de todos os seres, homens e animais, e do nosso planeta.
E você também poderá descobrir de que maneira seu estilo de vida vem influenciando a vida de animais criados em fazendas, através da campanha Pegada Animal.
Estas são as cinco ações que os seus governantes podem realizar imediatamente para protegerem os recursos naturais do nosso planeta através de práticas de produção e de criação mais eficientes:  
Apoiarem e investirem em pesquisa e desenvolvimento, visando a demonstrar como métodos humanitários de criação de animais ajudam a proteger e a desenvolver economias rurais;
Reconhecerem que boas práticas e políticas locais e globais de criação animal são fundamentais para salvaguardar o bem-estar das pessoas, dos animais e do planeta como um todo;
Darem apoio formal aos criadores que optarem por métodos humanitários, oferecendo incentivos e contribuindo para a criação de políticas de financiamento; 
Evidenciarem a importância das fazendas sustentáveis para o desenvolvimento econômico do país. 
Incentivarem os consumidores a optarem por produtos provenientes de sistemas que adotem boas práticas nas criações de animais.

Fonte: WSPA

http://www.wspabrasil.org/pegada-animal/default.aspx