domingo, 19 de agosto de 2012

CORRIDA SUICIDA TEM MILHARES DE FÃS

Crueldade e exploração de animais


Ativistas condenam corrida suicida de cavalos nos EUA

12 de agosto de 2012 às 6:00

Por Natalia Cesana (da Redação)
Foto: Reprodução/IBTimes
Ativistas americanos que defendem os direitos animais condenaram uma absurda competição de cavalos conhecida como “corrida suicida”. Um animal já morreu, antes mesmo de começar o torneio. As informações são do IBTimes.
A competição, tradicional evento que ocorre todos os anos em Omak, Washington, inclui uma corrida em uma descida de 70 metros de extensão, chamada de “colina suicida”, ao lado do rio Okanogan.
Vinte e dois cavalos morreram nos últimos 28 anos. Este ano, na corrida preliminar, Little Big Man morreu durante a competição preliminar à corrida na Colina Suicida. Quatro jóqueis precisaram de atendimento devido a fraturas.
Com a disputa prestes a começar, os ativistas aproveitaram a oportunidade para denunciar o evento. Um porta-voz da Sociedade Progressiva pelo Bem-estar Animal (PAWS), falou aos repórteres locais que a corrida é um abuso puro e simples dos animais.
A declaração da PAWS foi o último de uma série de protestos realizados por ativistas do mundo todo nestes últimos anos. A resposta dos organizadores foi introduzir uma série de regras – como exame clínico para todos os cavalos e jóqueis competidores e um teste de natação para determinar a capacidade de cada animal em atravessar o rio.
Pete Palmer, presidente da Sucide Race Owners and Jockeys Association, é um defensor de longa data do evento e foi rápido em expressar sua tristeza por mais uma morte: “Quando perdemos um cavalo, isso impacta em todos os envolvidos na corrida. Estamos muito tristes pela morte de Little Big Man e estendemos nossas preces aos tutores.”
A “Suicidal Race” é o principal evento de um programa de quatro dias de rodeio que atrai milhares de fãs todos os anos.
(ENTENDERAM# MILHARES DE FÃS#)

EXEMPLO DE COMPAIXÃO

Rio Grande/RS


Cavalo abandonado para morrer é socorrido por benfeitor


13 de agosto de 2012 às 18:40


Vanderlei tratou e alimentou o animal, após encontrá-lo abandonado em uma valeta (Foto: Deyver Dias/JA)
Há 15 dias, Vanderlei Ávila Pinheiro encontrou um cavalo deitado dentro de um valetão na rua 1 de Maio, bem em frente ao local de seu trabalho. Segundo ficou sabendo mais tarde, este animal ficou cerca de quatro dias amarrado a uma árvore sem conseguir baixar a cabeça para comer. “Foi um vizinho que se compadeceu e o soltou. Mas ele estava tão fraco que caiu mais adiante, dentro do valetão”, conta Vanderlei.
Quando o viu dentro do valetão, Vanderlei estava indo para casa, na Vila Maria, no final do expediente. Continuou seu caminho. Mas não conseguiu esquecer da imagem do cavalo “esturricado de tão magro, fraco que nem levantava mais a cabeça, cheio de feridas espalhadas pelo corpo, deixado em abandono para morrer porque não tinha mais serventia para quem o usou de maneira desumana”.
Mal entrou em casa e decidiu voltar. “Estava muito frio aquela noite e eu não consegui parar de pensar no sofrimento daquele cavalo. Voltei e consegui a muito custo tirar ele da valeta. Trouxe ele andando até minha casa. Levamos horas, pois ele não andava 50 metros sem parar para descansar. Praticamente o arrastei para minha casa”.
Vanderlei resolveu então chamar a Patrulha Ambiental. Esta foi até sua casa e registrou boletim de ocorrência, mas nada pôde fazer pois não tem veículo e nem local para recolher animais. “Mas chamaram o pessoal da prefeitura. Estes sim, até agora não apareceram. Se dependesse deles o pobre bicho estaria morto”, frisa Vanderlei.
Quem viu o cavalo antes e o vê agora, no pátio de Vanderlei, percebe grandes mudanças. Mesmo com o sofrimento de muito tempo estampado no corpo, o cavalo já começa a ganhar peso. As feridas, inúmeras, já estão cicatrizadas, outras em fase de cicatrização. O pelo já voltou a crescer e ele já permanece o tempo inteiro em pé. Já tomou três injeções para “garrotilho”, ou gripe equina. Também está sendo medicado com antibiótico. A ração também aumentou e Vanderlei gasta agora R$ 80,00. “Um saco de milho custa R$ 25,00 e dá para uma semana. Como uma pessoa deixa um animal chegar neste estado de inanição?”, pergunta ele indignado.
Vanderlei, que gosta muito de animais, já arrumou até uma baia, junto ao espaço que divide com mais dois cavalos, animais que possui por amor e não para o trabalho. O problema é que se preocupa com o verdadeiro tutor do animal, aquele que o abandonou para morrer. “Minha preocupação é que venha buscar o cavalo e me acuse de roubo”.
Também pensou em doar o cavalo, mas entre ficar e dar em adoção, prefere ficar. “Para dar é só para quem realmente sei que vai cuidar, e não colocar ele em carroça, porque tirar um animal que está sendo bem cuidado para entregar para quem vai só usar até atirar em uma outra valeta, é o mesmo que matar o pobre bicho”. Ele pensa em conseguir a guarda do cavalo para permanecer com ele e gostaria da ajuda de quem pudesse encaminhá-lo. “Se alguém puder me ajudar, eu ficaria realmente grato”, conclui o homem que deu valor à vida do animal.
Fonte: Jornal Agora

" CORRIDA SUICIDA "

Vigésima terceira vítima


Mais um cavalo morre durante “corrida suicida”


15 de agosto de 2012 às 6:00

Por Patrícia Tai (da Redação)

Foto: Reprodução/Care2
Mais um cavalo perdeu a vida na Omak Stampede Suicide Race (“Corrida Suicida”) em Washington (EUA), que ocorreu neste ano entre os dias 9 e 12 de agosto. Este é o vigésimo terceiro cavalo que morre na corrida nas últimas três decadas. As informações são da Care2.
A corrida inclui um percurso decrescente de 67 metros a um ângulo de 62°, conhecido como “Suicide Hill”, que é seguido de um mergulho ao longo do rio Okanogan que tem aproximadamente a extensão de um campo de futebol, em termos de largura.
O cavalo, que se chamava Little Big Man, fraturou uma perna dianteira durante a sua terceira e última corrida. Quando ele caiu na água, não conseguiu nadar e se afogou antes que barcos de resgate pudessem alcançá-lo.
“O cavalo teve dificuldade pois o rio era fundo, e o barco não conseguiu recuperá-lo”, disse Pete Palmer, presidente da Associação do Jockey, que sanciona a corrida. “Em última análise, o cavalo afundou na água e só apareceu depois na superfície perto da ponte Omak”.
Quatro corredores também sofreram fraturas e muitos outros resgates tiveram que ser realizados na água. Dos 27 cavalos que passaram por vistoria veterinária, somente sete tinham plena capacidade de competir nas corridas neste fim de semana.
“Quando perdemos um cavalo, isso tem impacto em toda a nossa comunidade. Estamos tristes pela perda de Little Big Man, e estendemos nossas orações para a família Jerry Ford Racing, tutores do animal”, disse Palmer.
Defensores dos direitos animais estão protestando e consideram a corrida como grave forma de exploração.
“É abuso animal, puro e simples. Parece que nesse tipo de evento, todo abuso animal é permitido”, disse Mark Coleman, porta-voz da PAWS de Lynnwood.
Muitos cavalos, alguns dos quais foram “emprestados” para o evento, sofreram paradas cardíacas por excesso de esforço, fraturas, colisões e tombos, e muitas mortes horríveis por afogamento, de acordo com a PAWS.
A corrida é supostamente uma tradição da comunidade indígena americana, mas a PAWS alega que foi criada a partir de uma estratégia publicitária para atrair pessoas para o evento, há muito tempo. A PAWS contou vinte e dois cavalos mortos nos últimos anos, mas ninguém tem certeza de quantos morreram nesses 50 anos, desde que o evento foi criado.

DESCASO EM CACHOEIRINHA (RS)

Abandonados nas ruas


Cavalos sofrem maus-tratos e são tratados com descaso em Cachoeirinha (RS)


17 de agosto de 2012 às 9:00

tudoestavaigualcomoeraantes@gmail.com


 Cavalo Emanuel, recolhido em Cachoeirinha no dia 10 de agosto (Foto: Chicote Nunca Mais)

No último dia 10 de agosto, mais um cavalo magérrimo agonizava na Vila Canarinho, na invasão do loteamento Chico Mendes, cidade de Cachoeirinha, próximo a Porto Alegre. “Os munícipes, sensibilizados com o sofrimento do animal, nos ligaram muitas vezes”, relata Fair Soares, presidente da ONG Chicote Nunca Mais. “Estamos com a lotação acima de nossa capacidade, e não pudemos recolher esse animal. Orientamos que contatassem com outra ONG da cidade e com a Prefeitura”, explica.
O animal permaneceu no local, sem socorro, até que a Chicote efetuou o recolhimento. “Não dá para ficar indiferente”, comenta Fair. “Ao chegarmos no local, as pessoas estavam visivelmente consternados com a situação do animal, e felizes porque éramos nós que estávamos fazendo o recolhimento”, narra.
Pelo site www.ChicoteNuncaMais.org, a entidade recebe pedidos de auxílio de funcionário da Prefeitura Municipal, cansados de atender denúncias. “A Prefeitura mente em seu site e no Diário de Cachoeirinha quando diz que paga o recolhimento, desde que sejam solicitados pela Prefeitura. Quem seria a pessoa destinada a fazer tal pedido para a Chicote? A Guarda Municipal, a Secretaria de Trânsito não fazem parte da Administração? São eles e a Brigada Militar que nos pedem socorro. Nunca recebemos um centavo de nenhum município e, no entanto, temos muitos cavalos de todos. Só Cachoeirnha nos jogou no colo 32 cavalos. Levei estes números em mais de uma reunião com o prefeito Luiz Vicente Pires, muito simpático e pouco efetivo. Tivemos uma reunião com o procurador-geral Allan Mello, para quem entreguei em mãos o projeto de recolhimento dos cavalos vítimas de maus-tratos – oficializando o trabalho que fazemos há muito tempo. O procurador sequer teve a delicadeza de dar uma resposta. É dever constitucional do município tutelar os animais. Entretanto, o Executivo prevarica já que não faz sua atribuição, deixando os cavalos morrerem à míngua, jogados nas ruas. Os cavalos trabalham de graça para a Administração recolhendo o lixo reciclável da cidade. Se a coleta fosse suficiente e eficiente, não sobraria material para as carroças recolherem. O que se vê na cidade são carroças carregadas disputando espaço com os automóveis, com cavalos magros e que apanham. Como se invísiveis fossem. No entanto, esse trabalho é pago para a Prefeitura pelos contribuintes na taxa de lixo – imposto – e no IPTU. É essa a Administração que você quer para sua cidade? Não desperdice seu voto com candidatos eleitoreiros. O que mudou em quatro anos no seu município para os cavalos? Pense nisto! Veja o estado miserável que o Emanuel se encontrava. Ele está com pneumonia e com grave desnutrição. Tem uma fratura na pata que já está consolidada, caminha jogando a pata para o lado. Esse animal trabalhava na carroça toda a madrugada, servindo a quem? A Deus, ao diabo? E aí, prefeito, o que tu tens a dizer para a municipalidade?”, diz Fair Soares, presidente da ONG Chicote Nunca Mais.

Assustado

 

Após acidente, cavalo se livra de charrete e vaga por vias de Manhattan, nos EUA


19 de agosto de 2012 às 10:00



Um acidente envolvendo uma charrete provocou tumulto na tarde dessa quinta-feira nas ruas de Nova York, nos Estados Unidos. Após se assustar e sair em disparada, um cavalo conseguiu se livrar da charrete a qual estava preso e passou a vagar por algumas vias da cidade, assustando os pedestres, de acordo com a CNN.

Testemunhas disseram que o cavalo estava seguindo pela Central Park South quando entrou na Columbus Circle, famosa rotatória de Manhattan em homenagem a Cristóvão Colombo, quando o animal disparou. Ao correr, houve uma colisão com um objeto, que dividiu a charrete em dois e libertou o cavalo.

O animal assustado circulou por algumas ruas da região, até ser parado e controlado por policiais. Ele foi levado em custódia e depois conduzido de volta para seu estábulo.

Fonte: Terra

domingo, 29 de julho de 2012

CAVALOS X CATADORES



CATADORES, SEM CONDIÇÕES FINANCEIRAS, JÁ ESTÃO À MARGEM DA SOCIEDADE. QUANDO USAM A CARROÇA COM CAVALO SE SENTEM AINDA MAIS REJEITADOS PELO SISTEMA.



"Os carroceiros estão no limite da pobreza, moram em casas muito simples, vivem à margem da sociedade, em condições precárias. Têm um histórico de despreparo educacional, de doenças, de violência. Agredidos por um desumano sistema econômico, se sentindo excluídos brutalizam também a família, além dos animais.

Não podemos defender uma profissão que não eleva a pessoa à condição de cidadão.

Carroças na rua evidenciam o fracasso social. Existem indivíduos, com seus inúmeros filhos, que são carroceiros há muitos anos e continuam vivendo na mesma situação de subemprego e miséria. Então, se mal têm para si, como podem cuidar de um animal de grande porte? Como é que fica a situação desse ser que é tutelado pelo Estado e tem direitos garantidos por lei?

Ser indiferente e cruel para com os animais acostuma o nosso olhar e resvala na indiferença e crueldade para com os homens. A exploração não atinge apenas o cavalo usado para tração, mas também o carroceiro (cujo papel está sendo assumido, cada vez mais, por mulheres e crianças), pois dele passam longe os mais elementares direitos trabalhistas.
Ainda infringem o Estatuto da Criança e do Adolescente e as leis de trânsito ao colocarem menores trabalhando, conduzindo carroças pela cidade. Muitos deles levam os filhos para ajudar na coleta, mas a atitude não está de acordo com as normas do Conselho Tutelar.

O mais lógico é cadastrar e organizar esses catadores informais em associações ou cooperativas, em usinas de processamento de lixo, com veículos que não usam tração animal, remuneração, direitos assegurados e formação educacional profissionalizante. Enfim, eliminar, limitar ou regulamentar atividades que atentem contra a dignidade dos homens e das outras espécies é uma conduta generosa e dever de sociedades ditas civilizadas."

Fonte:  ULA - União Libertária Animal

CAVALO X TRÂNSITO


Acidentes - cavalos soltos -  trânsito perigoso



Ao lado das carroças passam intermináveis filas de automóveis, com força equivalente a dezenas, ou centenas, de cavalos ou HPs (horse power) - enfim, máquinas insensíveis que desconhecem o cansaço e as rotinas estressantes que esses animais enfrentam.

Em muitas cidades a lei não permite circular com carroça no perímetro urbano. Mas não há fiscalização e poucos sabem da lei para denunciar. E os carroceiros a infringem normalmente. São inúmeros (e bárbaros) os casos de violências e assassinato de eqüinos pelos próprios tutores.

O abandono de cavalos tem um agravante, também gerado pelo porte físico, que é o risco de provocar graves acidentes quando invadem rodovias movimentadas. Os danos são sempre maiores.



“Fomos chamados às 2h da madrugada do dia 10 pela Polícia Rodoviária Estadual para socorrer um cavalo atropelado na RS-020, em Gravataí/RS. Depois de exaustivamente tentar atendimento na Prefeitura Municipal de Gravataí, sem sucesso, e pelo sofrimento do animal, a PRE optou por nos ligar”, relata a presidente da ONG Chicote Nunca Mais, Fair Soares. Haviam diversos cavalos soltos na pista, o que culminou com um atropelamento. O animal teve politraumatismo e fratura de crânio, com lesão encéfalica.
“Tentamos os veterinários da Vigilância Sanitária, Departamento de Trânsito e Fundação do Meio Ambiente, sem nada conseguir. A Marcia foi para o local assim que recebeu o chamado, e encontrou o eqüino com muita dor e gemendo muito”, explica Fair. Foi convocado então o veterinário da Chicote, Franciso Gusso, que eutanásiou o animal depois de sedação, conforme protocolo humanizado.
O acidente quase vitimou a esposa do condutor do veículo envolvido, que estava na carrona. “Em Gravataí são atropelados pelo menos dois cavalos por dia. É muito grande o número de animais soltos ao longo das rodovias – tanto na RS-020 quanto na RS-118, que estão cheias de vilas de carroceiros. Caso não haja uma intervenção séria e firme do Executivo, em breve teremos mais vítimas. Não só animais, que não sabem se cuidar, mas também pessoas que estão nos veículos. Fica aqui registrado o alerta”, avisa Fair Soares.